Micronúcleo
Um micronúcleo é um kernel minimalista projetado para ser o menor possível. Ele contém apenas o código básico necessário para se comunicar com o hardware e carregar um sistema operacional.
A maioria dos kernels modernos, às vezes chamados de "kernels monolíticos", contém vários milhões de linhas de código. Por exemplo, o kernel 3.0 do Linux inclui mais de 15 milhões de linhas. Os micronúcleos, por outro lado, geralmente contêm menos de 10.000 linhas de código. Eles conseguem manter um tamanho pequeno carregando a maioria dos processos do sistema no modo de usuário, em vez de no próprio kernel.
Um kernel monolítico pode incluir drivers de dispositivos, suporte a sistemas de arquivos e protocolos de comunicação entre processos (IPC) para aplicativos. Um micronúcleo inclui apenas protocolos básicos de IPC do sistema e funções de gerenciamento de memória. Todo o restante é carregado no modo de usuário (quando um usuário entra no sistema). Isso mantém o tamanho do kernel pequeno e também fornece um tipo modular de sistema operacional, pois drivers e sistemas de arquivos personalizados podem ser carregados pelo kernel.
Os micronúcleos eram populares na década de 1980 por causa das limitações de memória e armazenamento dos primeiros sistemas de computador. Embora ainda sejam usados em alguns sistemas operacionais de servidores, a maioria dos principais sistemas operacionais, como o Windows e o OS X, usa kernels monolíticos.
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